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By: Mocidade Espirita

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Sunday, 30-Jan-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
Energias espirituais do sexo

 
Energias espirituais do sexo
http://www.consciesp.org.br/?pg=sos_energia_sexo

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"Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade".
Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier
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"O êxtase do santo foi, um dia, mero impulso, como o diamante lapidado - gota celeste eleita para refletir a claridade divina - viveu na aluvião, ignorado entre seixos brutos. Claro está que, assim como se submete o diamante ao disco do lapidário, para atingir o pedestal da beleza, assim também o instinto sexual, para coroar-se com as glórias do êxtase, há que dobrar-se aos imperativos da responsabilidade, às exigências da disciplina, aos ditames da renúncia.
André Luiz/ Francisco Cândido Xavier, em "No Mundo Maior"
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Desde as mais antigas civilizações, o sexo foi considerado uma sagrada faculdade do homem e da mulher. Nele, sempre foi reverenciado o poder criador da vida e da natureza. Todas as culturas dão testemunho disso em seus ritos, mitologias, artes e tradições religiosas.

Se atentarmos para o significado de algumas palavras que expressam conotações referentes ao "sagrado" e ao espiritual, encontraremos nítidas relações com a sexualidade transcendente ou espiritual.: A palavra sacrossanto, (do latim sacrosanctu) expressão que significa "santo e
sagrado", tem origem na palavra "sacro" (sacru), osso da coluna vertebral imediatamente inferior às vértebras lombares - onde localiza-se o aparelho reprodutor.

A própria palavra criar, da raiz sânscrita kr significando "fazer", através do latim creare, implica produção, crescimento, dar vida. A estreita relação entre fecundidade sexual e originalidade mental fica evidente pelo uso que fazemos da palavra "criar", indicando tanto criação da vida como atividade
artística. O nascimento de idéias tem analogia com o nascimento físico e empregamos a palavra "concebendo" e "concepção" em dois sentidos.

O mesmo se dá nas palavras gênesis (do latim genese e do grego genesis), ou gênio, que têm sua origem em genésico, ou genital - igualmente associados à criação e à criatividade, com raízes no sexo.

Orgasmo: vocábulo encontrado no português, através do latim, a partir de duas raízes gregas estreitamente relacionadas: orgio, um rito sagrado, sacrifício, cerimônia que fazia parte dos antigos mistérios greco-romanos realizados nos festejos de Dionisio ou Baco; o que derivou nossa expressão "orgia", e orgasio, que significa "crescer", "inchar" de ardente desejo, paixão, enlevo - superdimensionamento da sensação - culminando no êxtase interior.

Venerar: associado ao sânscrito van, amar ou honrar, porém tomado diretamente do latim vener, reverenciar, amar. "Venerável", "venéreo" e "Vênus" (a deusa romana do amor) também são palavras relacionadas, oriundas do latim. Venerar significaria reconhecer os órgãos sexuais como objetos
verdadeiramente merecedores de nossa adoração e respeito.

Tão elevadas eram consideradas as funções sexuais e tão estritamente ligadas ao conceito do divino, que podemos ler na bíblia, em Gênesis, 24-2-9: "Põe atua mão por baixo da minha coxa (sobre o membro viril), para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra (...) Pos, portanto, o servo a mão debaixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou-lhe fazer o que lhe tinha
dito."

Todas essas expressões eram usadas na linguagem mística dos mistérios das antigas religiões e tinham profundo significado espiritual para os seus adeptos e iniciados. Na verdade, a energia criadora do sexo faculta no homem e na mulher os mais elevados sentimentos e pensamentos, expande as percepções da alma ao amor incondicional, às dimensões do espírito, das ciências e das artes.

Obviamente, toda essa linguagem simbólica se degenerou, perdeu-se, banalizou-se. Com o tempo, esses elevados conceitos se perderam e o sexo passou a ser motivo de "perdição" e "pecado". As trevas da Idade Média reprimiram-no totalmente. E hoje, sob o pretexto de liberação sexual tornou-se motivo de desequilíbrio e quedas morais escabrosas.


Sexo e casamento
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Também o espiritismo reconhece na sexualidade seu caráter divino e espiritual. Compreende a importância de sua sagrada função de perpetuação da espécie, bem como a necessária complementação emocional que proporciona aos seres, constituindo-se, assim, essencial atributo do espírito imortal.

Allan Kardec, em sua obra, O Livro dos Espíritos, abordou a questão da sexualidade enfatizando o casamento, conforme orientação dos espíritos superiores, como a condição ideal de equilíbrio e sustentação para a sexualidade humana, considerando o seu aspecto físico-espiritual: "A união
livre e fortuita dos sexos pertence ao estado da natureza. O casamento é um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se encontra entre todos os povos, embora nas mais diversas condições. A abolição do casamento seria, portanto, o retorno à infância da humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de alguns animais que lhe dão o exemplo das uniões constantes".

Predominância do corpo sobre a alma
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Uma pergunta interessante de Kardec aos espíritos superiores, muito oportuna aos nossos dias, encontra-se na questão 694, de O Livro dos Espíritos. Pergunta o codificador: "Que pensar dos usos que têm por fim deter a reprodução, com vistas à satisfação da sensualidade". Ao que eles respondem:

"Isso prova a predominância do corpo sobre a alma e o quanto o homem está imerso na matéria".


Poligamia ou monogamia?

A inversão de valores de nossos dias confunde a muitas pessoas. Mas o espiritismo vem falar da lei divina, que é imutável e para a qual o homem deve aprender a conformar sua conduta, a fim de evitar o sofrimento desnecessário.

Mas, em se tratando de comportamento sexual, qual seria a atitude mais conforme à lei natural: a poligamia ou a monogamia? Para os espíritos "a poligamia é uma lei humana, cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, deve fundar-se na afeição dos seres
que se unem. Na poligamia não há verdadeiramente afeição: não há mais do que sensualidade".

O codificador ainda enfatiza: "Se a poligamia estivesse de acordo com a lei natural devia ser universal, o que, entretanto, seria materialmente impossível em virtude da igualdade numérica dos sexos. A poligamia deve ser considerada como um uso ou uma legislação particular apropriada a certos costumes e que o aperfeiçoamento social fará desaparecer pouco a pouco".


E o celibato voluntário?

"Seria o celibato voluntário um estado de perfeição, meritório aos olhos de Deus?" pergunta o codificador aos espíritos. Respondem eles: "Não, e os que vivem assim, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam a todos".

No entanto, é diferente quando o celibato é um ato de sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da humanidade. Afirmam os espíritos a este respeito: "Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem e sem egoísmo. Quanto maior o sacrifício, maior o mérito.


Direcionamento consciente da energia físico-espiritual do sexo

Nos difíceis dias de hoje, o espiritismo vem para nortear o sentimento e os valores morais do ser humano em prova na Terra, restituindo-lhe o bom senso, esclarecendo-lhe o raciocínio.

Portanto, ao compreender o homem a si mesmo como um ser espiritual, revestido das mais gloriosas potencialidades, com vistas à imortalidade, saberá entender e a sentir o valor, a responsabilidade perante si e ao próximo e, sobretudo, a orientação de luz ou de treva, para a qual direciona a energia físico-espiritual do sexo.

Citações:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
Tradução: J. Herculano Pires
Edição: EME Editora


:: CONSCIÊNCIA ESPÍRITA 2005 ::
Cent. Est. Esp. Paulo Apóstolo de Mirassol - SP - Brasil


Sunday, 23-Jan-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
Visão espírita dos cataclismos e flagelos naturais

 
 
 
Questionamentos surgem quanto à natureza da justiça divina após destruidores cataclismos e flagelos naturais em que milhares de seres humanos perecem, de forma trágica, quase que instantaneamente. Sobretudo, porque, do ponto de vista de nossa imediata identificação com a realidade física, pessoas de bem sucumbem na mesma condição que os perversos.

No entanto, esclarecem os bons espíritos que durante a vida terrena o homem relaciona tudo a seu corpo, mas após a morte, pensa de outra maneira. "A vida do corpo é um quase nada; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Os sofrimentos que duram alguns dos vossos meses ou dias, nada são. Apenas um ensinamento que vos servirá no futuro. Os espíritos que preexistem e sobrevivem a tudo, eis o mundo real. São eles os filhos de Deus e o objeto de sua solicitude".

E aqui está toda a raiz do sofrimento na Terra: o esquecimento de nossa verdadeira identidade espiritual e a conseqüente e atrofiada identificação com o mundo material e sua brutal e imperfeita
realidade.

Esquecidos de que somos seres espirituais em um mundo material, sequer cogitamos sobre as leis imutáveis da Inteligência Suprema regulando continua e incessantemente todas as coisas. Esquecemos também da lei de destruição, que é soberana na dimensão física, onde atualmente nossa consciência estagia, em demanda a realidades mais refinadas. Os espíritos insistem em nos conscientizar de que nossa realidade é espiritual por isso, há todo esse esforço deles nas comunicações, para que não nos desesperemos em momentos naturais extremos e inevitáveis.

Dizem eles que os corpos não são mais que disfarces sob os quais nosso verdadeiro ser aparece no mundo. "Nas grandes calamidades que dizimam os homens eles são como um exército que, durante a guerra, vê os seus uniformes estragados, rotos ou perdidos. O general tem mais cuidado
com os soldados do que com as vestes". Tempestades passageiras no destino do mundo.

Lembra-nos Allan Kardec, em diálogo com os bons espíritos, transcrito em O Livro dos Espíritos no capítulo Lei de Destruição, "quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo". E observa, inteligentemente: "se pudéssemos elevar-nos pelo pensamento de maneira a abranger toda a humanidade numa visão única, esses flagelos
tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo".
Nosso ponto de vista distorcido.

Mesmo assim, fica aquela impressão de que as vítimas desses flagelos continuam sendo vítimas. Contudo, enfatizam os espíritos sobre nosso ponto de vista distorcido, convidando-nos a considerar que a vida, em sua expressão apenas material, "é insignificante em relação ao infinito", e justamente temos dificuldade em levar isto em consideração. E na balança da lei de compensação cósmica, outra lei divina e soberana, "essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-las com resignação". Nessas tragédias, cada indíviduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe.

Lembram-nos ainda os bons espíritos de que muitos flagelos são as conseqüências da própria imprevidência do homem. À medida que se adquire conhecimentos e experiências, ele pode evitá-los, preveni-los (ou minimiza-los) se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. "Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem".

Os avanços da ciência — o exercício da inteligência e da caridade Sobre essa questão de prevenção, comenta o codificador, ainda no mesmo capítulo de O Livro dos Espíritos: "Através da ciência, algumas regiões antigamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje
resguardadas? Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento a uma verdadeira caridade para com semelhantes?"

Enfatizam os espíritos que esses grandes flagelos naturais "são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a
vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo".
Os desígnios da Providência face aos flagelos destruidores.

Durante esses trágicos acontecimentos, os desesperados e os imediatistas perguntam por quê Ele não poderia empregar outros meios para melhorar a humanidade que não essas tragédias.
Ao que respondem os espíritos do bem: "O Criador diariamente emprega outros meios, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É o homem que não os aproveita; então, é necessário afligi-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir a própria fraqueza."

No plano imperfeito em que nos encontramos, a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos e sintetizando o ensinamento dos espíritos superiores, sobre a lei da destruição, soberana em nosso plano material, esclarecem eles que o Criador aflige a humanidade com esses flagelos para fazê-la avançar mais depressa, uma vez que a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição.

E observam: "é necessário ver o fim para apreciar os resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e os chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam. Mas esses transtornos são freqüentemente necessários para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos".
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Artigo elaborado sobre estudo do capítulo VI Lei de Destruição, livro
terceiro, de O Livro dos Espíritos, publicado pela EME Editora,
tradução de J. Herculano Pires


Wednesday, 19-Jan-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
Grade do MÊS de Janeiro e Fevereiro

 


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